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Herdei uma empresa familiar. O que devo fazer para melhorar a comunicação?

Já conhecem o Gusto? Ainda não? Então eu vou falar um pouco sobre ele para que percebam como ele chegou à Basicamente.

O Gusto é um jovem de 26 anos que herdou uma empresa familiar, no final de 2016, com cerca de 80 funcionários. Ele sempre teve contacto com a empresa, ou seja, conhece bem a sua história e a forma como trabalha, embora ainda esteja a perceber qual o seu posicionamento no mercado.

Ciente das suas responsabilidades, e conhecedor de algumas ferramentas que o podem ajudar a levar a empresa a patamares diferentes, o Gusto sentiu que a comunicação era uma das principais lacunas da empresa e procurou a Basicamente no sentido de perceber o que poderia fazer para trabalhar a comunicação da empresa: quer interna quer externa.

A sua principal preocupação, numa primeira fase, era mesmo a comunicação interna, ou seja, a forma como a comunicação acontecia dentro da empresa – dizia-nos que, sendo uma empresa familiar, havia sempre dificuldades em passar a mensagem.

A nossa resposta foi simples:

“O Gusto já fez algum diagnóstico interno para perceber em que estado encontrou a comunicação da empresa? É esse mesmo o primeiro passo!”

Comunicar é, acima e antes de tudo, saber escutar e interpretar o que nos vão dizendo.

É dessa forma que temos a possibilidade de conhecer as expectativas e perceções dos funcionários e clientes. É com essa ação (tão simples – mas tão importante) que se inicia o diagnóstico da empresa e se começa a valorizar quem para e por nós trabalha diariamente.

É óbvio que se terá de elaborar um plano de comunicação, mas antes de o fazer devemos primeiro conhecer o real estado da empresa que lideramos:

  • quais são as expectativas dos meus colaboradores em relação à empresa e ao futuro?
  • tem havido coerência de ações? A empresa tem correspondido às suas responsabilidades?
  • os veículos de comunicação interna são os mais adequados ao que se pretende?

 

Este tipo de análise pode ser realizada através de questionários (neutros e progressivos – do geral para o particular) e dará a quem gere uma perspetiva nova do ambiente que o rodeia.

É também importante visitar os diversos setores ou departamentos da empresa, uma vez que estas visitas permitem a observação de atitudes e comportamentos diferentes, bem como uma troca de opiniões em contextos mais simplistas, o que porá o funcionário mais à vontade.

Posto isto deve pensar-se qual será a postura da direção e qual o seu papel na instituição, uma vez que esta postura deverá também ser um foco de análise: a direção tem o papel fundamental na comunicação? será que a direção é transparente no que/na forma como comunica? a direção apoia de forma direta as chefias/departamentos? as intenções expressas às chefias/departamentos são sempre as mesmas ou alteram de dia para dia?

Por fim, é importante também analisar a estrutura da empresa no que concerne à sua cultura e ao modo como esta é percebida por todos os colaboradores e clientes, isto é: história, filosofia, valores, atividades, interações, entre outros comportamentos.

Depois desta análise estar elaborada, e só depois disso, podemos pensar no passo seguinte.

Depois de ouvir e refletir sobre os conselhos que lhe demos, O Gusto acreditou ainda mais que poderia fazer uma revolução completa na empresa e que a poria no caminho do sucesso.

“Vamos a isso! Para a semana já vos ligo e conto as novidades. Mas preparem-se para ajudar a elaborar o plano de comunicação!”